O que houve...


Pensando bem, não houve tempo. Não que as horas alguma vez fossem essenciais. Nem os dias, ou as noites. Na verdade, nunca houve tempo, bastaram instantes para te amar. Mas tu chegaste já o sol tinha adormecido de cansaço… e nem a lua, a tua, a nossa lua, resistiu à solidão. Vieste tão tarde meu amor. Porque demoraste tanto? Gostaria de ter-te esperado. Ter-te sido. Sermos vento e não lamento. Não, não houve tempo, fomos tudo menos tempo. Fomos Inverno, Inferno, Caos. Fomos atrito, delito e canção. Urze, alfazema e açafrão. Flor de Lua e Pedras de Pão.

 “_ Amanhã, quando acordares e fores à janela, olha para o Nordeste e lembra-te que lá, na terra onde os homens fazem da pedra o pão…”


Lembro, lembro-me sim, como poderia esquecer o tempo sem tempo? Sem medo? Onde o tudo eras tu e o sempre era eu? Não sei se te perdoo teres vindo depois do adeus. A canção não era a nossa, sempre foste mais que um rio, deverias ter bebido menos culpa e menos medo … Pensando bem talvez não tenha existido espaço. Um metro não era um metro e um vidro era um avião sem sorte. Talvez culpa minha que viajei sem destino. Ou tua, que embarcaste sem bagagem. Haverá culpa? Haverá perdão? Pensando bem, apenas houve amor. E um sonho. Um sonho de amor. Pensando bem, basta.

2 comentários:

Zumbí Zueiro disse...

eae cara, gostei do seu blog, eu achei esse vídeo no youtube que eu achei bem engraçado e eu queria publicar porque essa pessoa tem talento e merece ser reconhecido youtube.com/c/zumbízueiro

Anónimo disse...

eae cara, gostei do seu blog, eu achei esse vídeo no youtube que eu achei bem engraçado e eu queria publicar porque essa pessoa tem talento e merece ser reconhecido youtube.com/c/zumbízueiro

 
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