
Não, não desse amor que grita e vibra e sonha e sofre. Daquele outro que de tão nosso, no oposto dos dias esquecemos de recordar que existe… mas que sabemos ser espírito e ar, motor e essência de nós enquanto gente e ser. Onde vivemos o sempre. Sem querer e sem pensar, sem perguntar ou duvidar. Quero ouvir o amor que já não chora. Que não se revolta. O que já não dói do tanto que nos pertence. Do que em nós se fundiu, entranhou, dissolveu, como sangue e carne e cheiro e pão. O que sobra no limiar da morte, quando já não se mente. Quando já não se finge nem se nasce. Apenas se é, no som.
Silêncio (peço por favor)
Preciso desesperadamente ouvir o som do amor
Quero saber-me viva






