Desalento






Esperei pelo cansaço do tempo

Pelo amainar do vento

Pelo serenar do mar…

Esperei sem lamento, sem alento, sem lutar

Esperei, fingindo não esperar.


Hoje, vencida, destapo a ferida

E pergunto por ti (sem gritar)

A música nada me diz da vida

Nem me canta a sorte…

Não sei quem te levou de nós

Nem o que ficou da morte


Entrego-me à saudade, vazia

À chama fria e ao sonho deserto

Estrada sem vida, sem cor, sem paixão

Neste querer sem alegria

Neste esperar sem ilusão.



5 comentários:

Janine Bettencourt disse...

É bom ter-te de volta, querida amiga. Por mais tristes que as tuas palavras sejam são sempre um afago na minha alma, porque escrever é forma de expressão/libertação.
Tinha saudades tuas.
Adoro-te,
Jana

Crystal disse...

Tu estragas-me com tantos mimos princesa.É sempre bom saber-te presente. Obrigada por tudo, Eu também te adoro.

Beijo em ti, iluminado.

Daniel Silva (Lobinho) disse...

Passo para deixar os votos interiores de um Natal com Paz, independentemente da concepção que se tenha dele.

Com amizade

Lobinho

Paulo V. Pereira disse...

Que bom que é estares de volta!

Boas Festas.

Bj

Janine Bettencourt disse...

Já tenho saudades tuas...

 
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