Perdição

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Despedi-me de ti nos dias depois da fome
quando a noite atingiu o fundo
e o vento perdeu a razão.
De repente fiquei fria
nem tu me tocaste
nem o mundo me alcançou
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Passei então
aos verdes campos
onde o betão armado
mão do homem
se desfez no nada
Fui da tua procura ao meu encontro
em solo fértil de luz
e do caos renasci pintura carmesim
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Amor...
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Não era bom que a história fosse assim?
Este círculo é viciado
a terra tem o teu nome
e o vermelho que me cobre
é sangue do teu ser
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Anulam-se-me os passos
no vazio que te pressinto
e nele te abraço
em contradição
quietude das palavras
perdição
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8 comentários:

Walter disse...

Ser o primeiro a comentar este texto é uma responsabilidade acrescida, sobretudo quando me faltam as palavras para descrever o que senti ao ler-te!Genial...
bj
walter

Joaquim Salgueiro disse...

Sem dúvida que podia estar melhor.

Sem dúvida que isso era muito dificil.

Gostei (:

Nuncafuioquesouhoje . disse...

Bom comentário do Joaquim só tenho é de concordar . Obrigado por visitares, leres e entenderes Beijo doce(:

O Profeta disse...

Olhos brilhantes maré tardia
Cabelos rebeldes em desalinho
Pés descalços no, frio barro
Um berlinde atirado ao caminho

Um bando de alegres pardais
Ou um domador de tempestades
Apenas um pássaro charlatão
Dividindo o pão em metades


Bom domingo



Mágico beijo

O Profeta disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
M disse...

eu sabia que me faltava algo desde há uns dias para cá; algo que me traria o sabor da perdição. é díficil entender esse vazio pressentido quando há em cada bocado de corda desenrolada a soltura de mil verbos em carmesim.

beijo

mundo azul disse...

Um poema bonito de versos sentidos e profundos...


Beijos de luz!!!

pin gente disse...

esta perdição fascinou-se

beijo
luísa

 
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