Sem chão





Sempre pensei que fosse simples. Tu e eu, tão perto e tão longe num cúmplice e sereno mundo comum. Olhando para trás, já não me lembro se alguma vez te sonhei. Talvez, não sei, se aconteceu devo ter achado tão absurdo que apaguei da memória. Só que um dia os teus olhos pararam nos meus e já não couberam… inesperadamente roubaste-me o tempo e razão como se os anos não contassem, como se as circunstâncias não pesassem. E o chão perdeu-se debaixo dos meus pés… Calaste-me o sorriso e as certezas com o que vi dentro de ti e da minha pele, virgem de um só toque teu, de um só afecto, nasceu o desejo brutal de me afogar nos teus beijos. Ninguém reparou. Só nós, em silêncio, soubemos que sim…



4 comentários:

Ana Oliveira disse...

Só o silêncio importa quando os olhos se tocam e se cumprem os afectos.

Tão certo este chão que se perde, de repente, no sufoco da alma e no alvoroço da pele.

Um beijo

Paulo Vasco Pereira disse...

Belíssimo e termos, como sempre!
Doce bj

quanto pesa o vento? disse...

querida amiga,

que o teu 2012 seja cheio de sorrisos doces ;)

abraço-te.

joão marinheiro disse...

Só os silêncios dizem tanto quando os olhos se afagam em caricias cumplices.
Beijo de mar.

 
©2009 Amêndoa Amarga | by TNB