Inevitável




O processo não é novo: Uma mão, indiferente à primavera, abre sem hesitação com um só golpe o peito e arranca de uma só vez o coração, ressentido e lúcido. Coloca-o de seguida num pedestal de gelo, obrigando-o ao arrefecimento e ao luto. Inevitável. Para nos é tão inevitável a morte como foi o termos nascido.

"I am a dreamer but when I wake,

You can't break my spirit - it's my dreams you take"




(foto: Kevin Thom)

3 comentários:

Paulo Vasco Pereira disse...

Assusta-me esta primavera... Não foi antecedida de outono nem de inverno, a água, os ciclos das flores, ...

Onde estamos?

Crystal disse...

Não sei, acho que sempre nos perdemos no espaço... e agora talvez perdidos também no tempo. Beijo muito grande em ti

joão marinheiro disse...

É o tempo inevitável, implacavel que avança e nos troca as pulsações dentro...parar é morrer e recomeçar, ou será renascer?
Beijos e brisas com barcos e velas...

 
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